20.10.06

Memética: a ciência dos memes


Memética é o estudo de idéias e crenças como unidades vivas com capacidade de se transmitirem de um cérebro para outro. Essa transmissão foi assim denominada pelo primeiro cara que estudou e divulgou a memética: Richar Dawkins. Portanto, a memética é a ciência que estuda a propagação dos memes. Esse estudo inclui a influência cultural, social e religiosa dos indivíduos e é uma ciência nova. Tô a fim de conhecer melhor. Ando pesquisando muito mas as idéias ainda se misturam, se confundem. Quem tiver mais material a respeito, por favor, entre em contato comigo!

Fonte da imagem: Filosofitis

..: Dicas :..

Memética: a ciência dos memes
>> Ribeiro, Lair. Inteligência Aplicada, São Paulo: Editora Arx

Memética no Wikipédia

16.10.06

Bom atendimento, respeito e comunicação clara: qual a dificuldade em lidar com isso na prática?


Tenho certeza de que todo mundo já ficou, ao menos uma vez na vida, insatisfeito com algum atendimento. Enquanto clientes, costumamos ser muito exigentes - na verdade, todos poderiam ser assim - e em alguns casos, quando um atendimento ou serviço é ruim, aquilo parece estourar nosso coração, restando apenas raiva e até vontade de dar o troco.

Na última sexta-feira - 13, por coincidência - meus pais resolveram ir até Horizonte Perdido conferir o campeonato de Paraglider. Eu e Thaís - colega de curso - acompanhamos empolgadíssimas meu casal de velhinhos preferido. Saímos cedo para não perder nenhum movimento. Ao chegar no lugar, vimos que o tempo não estava muito favorável para os vôos e assim resolvemos esperar por alguma melhora no clima, tomando uma cerveja e comendo o famoso queijo paxá. Meu pai, ansioso como sempre, nem esperou escolhermos o lugar direito e já estava pegando a primeira cerveja. Ao sentarmos, uma das atendentes do restaurante veio e disse que era preciso pegar fichas. Apenas isso, não explicou mais nada. Meu pai já estava fulo da vida, mas acabou aceitando, mesmo porque a mulher nem deu espaço para perguntarmos o porquê dessa norma e não as anotações que todo lugar faz para que o cliente acerte a conta toda no final. Tudo bem, essa passou.

Até certo ponto esse restaurante no Horizonte Perdido tem um diferencial - que pode acabar se tornando um problemão, caso não seja bem empregado - que são as boas-vindas dadas pela dona do restaurante, mesa por mesa, como se fosse amiga íntima de todos. Acho isso bacana e acredito que funcione, quando todo o resto também entra no clima. A mulher fez-se presente e perguntou ao meu pai se ele queria pedir algo para comer. Todos falamos em coro: "queijo paxá!!!", e a mulher deixou nossa mesa dizendo que faria o pedido. Após alguns minutos, já saboreando o queijo especial e tomando cerveja, refri e suco, novamente a garçonete volta à mesa e pergunta ao meu pai:

"O senhor já pegou ficha para o queijo paxá? Tem que pegar ficha, porque não anotamos nada. Tem pagar na hora."

Meu pai - que não é o melhor exemplo de paciência, retrucou:

"Uai... mas eu tô ficando confuso... primeiro, pra beber tem que pegar ficha. Pra comer também? Quer dizer que não vou ter sossego aqui; toda hora terei que levantar pra pegar ficha? Sua patroa veio aqui, falamos que queríamos o queijo paxá, ela pediu e não nos avisou que tínhamos que pegar fichas pra isso também..."

A mulher, insatisfeita pela insatisfação do meu pai, re-re-retrucou:

"Ah, meu senhor! Isso é com a minha patroa, eu só atendo, só recebo ordens."

Meu pai, mais vermelho que pimenta dedo-de-moça, não agüentou:

"Minha filha, não adianta ficar nervosa comigo não. Vocês não estão sendo claros, e eu não sei o que fazer pra conseguir comer e beber a vontade aqui!!!"

A atendente...

"O senhor tem que falar com a minha patroa, eu só recebo ordens."

E meu pai...

"Mas você não pode passar essa reclamação para a sua patroa?"

A mulher...

"Não!!! Eu só atendo!!!"

Enfim, essa discussãozinha durou tempo o bastante para deixar atendente e clientes à beira de um ataque de nervos. Minutos depois, a dona do restaurante entra no local, conversa com a atendente respondona e, numa forma de desabafo e implicância, deixa ecoar aos quatro cantos do restaurante: "Ah, por isso que gosto dos meus funcionários!!!". E se dirigiu a nossa mesa. E se dirigiu como a primeira dama do bordel de dona Beja:

"Em primeiro lugar, quero pedir desculpas ao senhor. Hoje é um dia especial, por isso não estamos trabalhando como de costume. Esperamos muitas pessoas nesse feriado, e não temos atendimento suficiente para atender todos a todo momento, por isso estamos com esse sistema de fichas. Em segundo lugar, o senhor gostaria de pedir mais alguma coisa?"

Quando a mulher terminou, meu pai, com as mãos segurando o queixo - acho que com receio de liberar a boca pra arregaçar de vez, disse que não com a cabeça.

Fiquei besta por várias razões:

A primeira é que a mulher nem se mostrou interessada em saber o que meu pai tinha para dizer, ao menos sua versão sobre o ocorrido. Depois, por quê ela não explicou claramente as regras para aquele "feriado especial" antes de fazermos o primeiro pedido? Por quê deixar para explicar depois?

É por isso que sempre digo: para não termos problema com "orgulho", vale sempre explicar toda e qualquer regra antes de tudo começar do que ficar se explicando e, mesmo que tenha razão, evitar de ter que se desculpar várias vezes até que tudo fique chato.

O lugar é lindo, compensa qualquer chateação. Mas um péssimo atendimento a gente não esquece e costuma repassar para todos os lados nossa indignação. É o troco que damos quando não nos sentimos importantes enquanto clientes. E é o mínimo que podemos fazer para desabafar. O mínimo.

Fotos: Paraglider - fotos por Telma Reis
Video Paraglider: olha só que gostoso!

6.10.06

O poder


A publicidade utiliza da persuasão como forma de atrair os sonhadores à compra, ao consumo que nem sempre torna real todos os desejos. Sonhar é bom, consumir é fabuloso, mas até que ponto nosso discernimento consegue interferir no nosso poder de ver e viver as coisas sem nos tornarmos agressivos, consumindo muitas vezes nossas próprias vidas? Até que ponto vale a crítica, a autocrítica, o poder de nos lembrarmos sempre que possível - e quando for possível, para não nos enganarmos -, quando algo nos "chama" para a compra, para o gasto excessivo, para a moda que não nos cai bem e ainda assim aderimos?

São coisas para se pensar por toda uma vida, né? Se pensarmos nas formas de persuasão utilizadas por empresas que, a qualquer custo, divulgam seus produtos e serviços, muitas usam da enganação e tantas outras do poder de pesquisas avançadas para saberem os gostos e agrados do público, podemos passar anos rebatendo idéias ousadas, aceitando umas e criticando milhares. Mas, convenhamos... gostamos disso... gostamos da ilusão, da enganação que está ali, nua e crua, mas que nos ilude de forma tão perfeita, que não gostamos de nos dar ao trabalho de pensar. Apenas fazemos, muitas vezes induzidos ao consumo e nem sempre à necessidade.

Olhemos para nossas vidas: o que é supérfulo e o que realmente é necessário? Por quê compramos tanto, reclamamos dos altos preços nas prateleiras, mas ainda assim compramos? Qual seria a parte inútil da persuasão? Por quê persuadir um público que hoje tem sede de qualquer consumo?

Sempre fomos espectadores de nós mesmos, porque sempre fomos o alvo e sempre quisemos ser o público e estrela ao mesmo tempo. Gostamos de saber que somos demais, mesmo que ninguém saiba disso, tampouco que a TV divulgue. Se o jornal da nossa cidade publicar uma nota sobre nós, é motivo de orgulho. Gostamos de nos sentir importantes e essa importância abrange o desejo, ainda que utópico de ser e ter. Adoramos ver o lançamento da moda primavera-verão, mas muitas vezes nem temos dinheiro para "bancar" todas as estações que nosso guarda-roupas realmente "merece" ter. Gostamos de saber que alguém, pela TV, dirige sua palavra a nós, como se aquele fosse um papo todo particular. Sabemos discernir o que queremos e o que não precisamos mas, ainda assim, compramos, consumimos e indicamos!

Quanto mais leio a respeito, mais entendo que persuadir ainda é pra mim uma forma (complexa, eu sei) de manter viva a esperança, a memória, a consciência do desejo. Mesmo que não seja realizado, que seja eternamente um desejo sôfrego por se tornar real, por mais que saibamos que jamais será concretizado.

Ih... pensamentos regados de Skol, mas a idéia está sendo desenvolvida... depois concluo isso, se não o texto ficará sem fim!

Tin-Tin!!!!!!

29.9.06

A sacanagem não vai ter fim nunca?


O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons. (M.L.King)



Frase de Lula há 8 anos atrás

“Presidente que foge de debate mostra que prefere ficar escondido atrás de publicidade paga com dinheiro do povo em vez de ir para o ringue lutar em igualdade de condições”.


Esta frase foi dita em 1998 pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva.





Fonte da imagem: Blog do Noblat

Escolha seu palhaço, essa é a hora!!!

Todo mundo gosta de circo, pelo menos quando criança, já curtiu demais. Confiram alguns videos de candidatos à eleição deste ano, escolham o melhor e votem!

  1. Samuel Silva - o candidato a deputado estadual passa 40 segundos repetindo seu nome. Juro que é verdade! Pô, nem pra repetir o número, já que não votamos pelo nome, né?
  2. Roberto Pereira - candidato a governador pelo PHS que só sabe protestar, esse aí nem promete nada! Hahaha!!!
  3. Flavius - candidato a deputado federal pelo PSC. A primeira vez que ví o video quase caí da cadeira de tanto susto!!
  4. Leilah Jordão Melhado - candidata a deputada federal que, com um aspirador em mãos, promete aspirar a corrupção e o câncer. Isso mesmo, aspirar o câncer!
  5. Propaganda para a votação de candidatos a deputados estaduais pelo PMN. Uma verdadeira coletânea! Confira AQUI!!!

Humor Negro


Brasileiro adora uma piada, né? É impressionante como rimos de qualquer desgraça. O mais aterrorizador é que adoramos isso, principalmente quando rimos da nossa própria desgraça.

Parece que ano de eleição também é um BBB. Muitos ficam de olho só pra rir com candidatos como o João Rasgado, o Só Alegria, o Samuel Silva, etc. A gente tem mania de gostar de pessoas que passam fome, temos mania de sentir dó. Adoramos saber que um barbudo foi eleito, construindo suas ânsias no escudo do ser humilde, simples, trabalhador e que nem se preocupa em ler e falar melhor. Elegemos o que nos parece não vir pra mudar, e sim o que mais tem cara de Burro do Shreck, não importando suas razões e ânsias no que tentar conquistar.

Nós gostamos de pensar que somos os melhores, e mesmo que saibamos (e o resto do mundo também) que não somos nem um poucos bons no que diz respeito à nossa própria saúde, nossas vidas tranqüilas, nossos filhos mais felizes, nós não nos preocupamos! Gostamos é de fazer piada sobre mensalão, caixa 2, careca, nove-dedos e assistimos a horários eleitorais e CPI's como se fosse a hora da decisão do BBB. E não fazemos mais nada. Nós nunca fizemos nada, por mais que a vida fosse sórdida. Por mais que muitos tenham sido mortos e outros tantos desaparecidos, nós não aprendemos a não nos render. Entregamos nossa alma à direção de sórdidos e mentirosos. De calhordas com fino trato e excelente lábia. Afrontamos nossos desejos e transferimos nossas realizações sempre para amanhã, claro que com todo o nosso jeitinho brasileiro. E paramos no tempo, esquecemos de respirar.

Nós desaprendemos a pensar. Não é que falta coragem. Falta pensamento. Falta idéia. Falta ação!

Fonte da imagem: http://sabem.blogs.sapo.pt

21.9.06

Meu Primeiro Troféu

Eram tempos de faculdade. Terceiro ano de curso e meus neurônios fritavam de tanta coisa pra estudar. Levantava às 5 da madruga, ia pra estágio, voltava pra faculdade, assistia horas de palestras de fonoaudiólogas da Phillips falando sobre aparelhos auditivos, saía pra estudar na biblioteca, voltava pra sala de aula...Chegava em casa tarde da noite, cansada, querendo cama ou o colo do papai e da mamãe...

Talvez tenha influência genética nessa facilidade minha em explodir, já que meu pai é esquentadinho também. Mas acho que a base mesmo é da personalidade.

Era segunda feira e já passava de meia-noite. A janela do meu quarto dava pra rua - o que facilitava a perda de sono, já que não consigo dormir com barulho. Depois do banho, um miojo pra forrar o estômago, e enquanto passava os olhos nas tarefas do dia seguinte, relaxava, fumando meu Marlboro (na época eu ainda conseguia fumar marlboro!). Percebi que já estava dormindo sentada e fui me deitar. Fechei a porta do quarto, a janela com o cadeado, e enquanto tirava a roupa, pensava de que forma terminaria com meu namorado...coisinhas típicas do dia-a-dia. Quando estendi meu corpo na cama, senti que não havia nada melhor que aquele lugar, pelo menos naquela ocasião. Queria, durante todo o dia, estar onde estava naquele momento, descansando as pernas, olhando no escuro e sozinha. Adorava aquilo (e faço até hoje). Meu despertador era extremamente chato, aqueles comprados em lojas de 1,99 mesmo. Aqueles, sabe? Que fazem TAM-TAM-TAM!!!!! TAM-TAM-TAM!!!! Aqueles mesmo!

Quando os olhos já estavam vencidos pela mente cansada, eis que surge do telhado da casa da frente, um gato. Miaaaava, miaaaava... No começo, um miado fraquinho, bem de longe...Pensei nos exercícios de concentração que aprendi nas aulas, mas fui vencida antes mesmo de me lembrar do primeiro passo. Apareceu outro gato. Eram dois agora, miando cada vez mais forte. Gatos no cio me deixam nervosa, irritada extremamente, totalmente incapaz de agir de forma racional. Odeio gatos no cio. Eles provocam barulhos que nem Kama Sutra seria capaz de fazer aos humanos! É hor-rí-vel!!

Começou então um "luau miado". Cheio de ondulações, crises extremas de tentativas barítonas, provocando o acordar precoce de todos na rua. Abri a janela com toda a força possível e por um breve segundo, pararam de miar. Quando pensei em fechar a janela, voltaram. Aquilo era o fim da minha noite, que tanto esperei por todo o dia!

Os lindos gatos pretos miavam de prazer sem o menor constrangimento, agredindo aos ouvidos mais adormecidos. Olhava para o quarto, imaginando o que poderia fazê-los calar, porque aquilo havia se transformado em orgulho. Precisava conter aqueles gatinhos, ao menos naquela noite.

A única coisa que tinha em mãos e que poderia ser uma ajuda, eram as pilhas do despertador. Nada mais poderia jogar pela janela. Assim, Glica decide brincar de tiro ao alvo, com as duas pilhas do seu despertador, mais duas do discman e outras duas mais que pediria emprestado mais tarde a colega de quarto, Karina. Nenhuma, incrivelmente, acertou o casal no telhado, que sem nenhum rastro de desconcentração, paravam de fazer o que faziam e miar como miavam.

Por sorte, Karina chega ao quarto, assustada, perguntando se conseguira acertar ao menos um. Envergonhada, acenei com a cabeça negativamente.
Karina era uma pessoa calma até demais, talvez esse seja o motivo do meu espanto ao vê-la jogar a própria pantufa em direção aos 'invasores sonoros". É claro que aquilo foi feito num momento de puro descontrole, já que na lógica, uma pantufa é leve demais para atravessar uma rua larga e atingir o telhado de uma casa...por isso, apenas rimos.

Mas o bom de república é que sempre tem outra república por perto para ajudar em momentos como esse. O namorado da vizinha nos ofereceu umas pedrinhas de aquário. Eram tantas pedrinhas coloridas, que quase desisti de jogá-las pra guardar para mim. Mas o orgulho falou mais alto.
Foi um tiro atrás do outro, numa chuva colorida de pedrinhas brilhantes. Conseguimos, minutos depois, fazer com que os gatos procurassem outro local para praticar o amor.

O único problema era que o telhado da casa era da mãe da dona do nosso apê, que por sinal morava na casa ao lado. Tivemos que descer escadas, pedir desculpas alegando que gatos são barulhentos e miam demais. O azar maior foi que os 2 gatinhos eram da dona do apartamento, que realmente não se mostrou satisfeita, de camisola no meio da rua, rodeada de pedrinhas de aquário, e com uma expressão.........feia.

Por sorte pagávamos sempre o aluguel adiantado, assim não fomos despejadas.
A outra sorte foi que finalmente consegui dormir, faltando 3 horas para me levantar.
E no outro dia, retornando mais cedo pra casa, recebo um troféu de Karina e das vizinhas (uma caneca de chopp), o Troféu da Mais Estressada Universitária do ano de 2002.

O caso do tarado


Realmente, preciso admitir que minha passagem por repúblicas foi marcante. Principalmente quando dividi apartamento com a Karina. Loucamente maravilhoso!

No ano em que fomos morar juntas, um tarado rondava o meio universitário. Muitas meninas foram estupradas. Quase 7 anos de terror, até que há dois anos pegaram o cara, que era professor de dança na universidade em que estudei. Mas durante todos esses anos, o medo permaneceu de forma cruel e "psicológica".

Karina sempre foi doida, já fui morar com ela sabendo muito bem disso. Mas ela é daquelas doidas pacatas, nada que cause danos à ninguém. É de rir o tempo todo, de falar besteira, mas é doida. Encanada demais com tudo, principalmente com ladrões e estupradores. Imaginem então uma pessoa assim, num tempo em que um estuprador estava à solta, atacando no bairro em que morávamos, perto da faculdade.

Era sábado e mamãe nos fazia compania. Gostava de passar finais de semana conosco, jogando buraco, fazendo seu crochê sossegada.
Como éramos novas no local, não conhecíamos as vizinhas, que mais tarde (e por causa dessa história) se tornariam grandes amigas.

Fomos dormir cedo, já que ninguém tinha dinheiro pra boteco, e com mamãe em casa, nada de festinha...

Já passava de duas da manhã, quando Karina abre a porta do meu quarto, acordando a mim e mamãe, em pânico.

"Telma, levanta, rápido! Tem alguém na escada. A luz tá acesa e tenho certeza que apaguei mais cedo. Levanta! Cara, tem um carro parado bem aqui em frente, um carro escuro...tô com medo!!!"

"Calma, Karina, calma. Vai ver que é alguém do apartamento do lado que chegou...Dorme!!!!"

"Não, sô, né não. Tô escutando a respiração da pessoa, e ela tá subindo aos poucos a escada, Telma!"

"Pô, espera. Tô indo."

Fiz o imenso favor de levantar, pisando em ovos, e vendo que minha mãe já estava convencida de que algo estava errado. Comecei a tremer, e não pensei duas vezes:

"Karina, liga pra polícia. Mãe, fica aqui no quarto, quieta. Não acende nenhuma luz e não faça barulho."

"Tá, filha, mas fala baixo também, ué."

"Ssssshhhh, mãe!"

"Amiga, já chamei a polícia. Estão vindo.
Onde cê vai com essa faca??????"

"Sssssssshhhhhhhhh!!!!!! Uai, vou ficar aqui atrás da porta, caso o desgraçado decida arrombar. Você fica aí mesmo, porque se ele for pra cima de você, caio esfolando o tarado, tá?"

"Eu, aqui?????
Péra, xou ver embaixo da porta...
PUTZ!!!! O cara tá subindo!!!!"

"Sssshhhhhhhhh, Karina! Pára de falar alto! A polícia já vem. Cala a boca."

E assim, ficamos nessa quase uma hora. Até que dois carros da polícia chegam, cercando o carro, que depois de iluminado por uma estratosférica lanterna, percebemos que estava embaçado demais para não ter ninguém lá dentro...
Pela fresta da janela, percebo um policial apontando uma arma para o carro, pedindo que o sujeito saísse de dentro.
Para meu espanto - que já estava convencida de que era o tarado -, sai a vizinha com o namorado. Espantados, sem fôlego!
Voltei pra sala, com a faca ainda empunhada para o alto, sem ação nenhuma. Karina, deitada no chão da sala, olhando embaixo da porta...super atenta!

Uma voz grossa diz:

"Abram a porta, é a polícia!"

Karina abriu um sorriso de alívio, mas mal sabia o que a esperava...

"Boa noite, foi daqui que teve um chamado por conta de um tarado?
Senhora, por quê está com uma faca em mãos?"

Karina perde fôlego ao ver a vizinha, ainda sem entender bulhufas de nada...

"Ah, ah, ah, ah...achei que fosse um estranho, senhor policial. Eu, eu...realmente não imaginava que fosse ela aí"

Eu, tentando me explicar:

"Ah, essa faca aqui? É que me convenceram (olhando para Karina) de que havia um tarado na escada, como estamos só em mulheres aqui, achei melhor me preparar, né..."

O policial, tentando não rir da situação e manter o controle de tudo:

"Ok, mas tomem cuidado para não fazerem isso novamente, e cuidado realmente com o tarado"

Nós duas, parecendo que tudo havia sido ensaiado:

"Sim senhor!"

Minha mãe, coitada...sentiu tanto medo que passou o tempo todo, desde a chegada do policial, no banheiro fazendo número um...
Eu, coitada de mim...com uma faca de cozinha na mão e com a minha camisola preferida, com o Piu Piu fazendo cara de bravo e escrito "não me incomode no café da manhã"...Só conseguia lamentar, e sorrir amarelo para a vizinha...nada mais.

Dias depois, ao entrar em casa, Karina avisa: " Tranca logo tudo quanto é porta e janela, tenho certeza que um homem me seguiu!!!!"

Desse dia em diante, percebi que certas pessoas nascem, crescem e provavelmente morrerão paranóicas, não adianta.

18.9.06

O Chefe, de Ivo Patarra

Este é um post especial para divulgar um livro que acabou sendo lançado na internet pois o autor não conseguiu o apoio de nenhuma editora para publicá-lo.

Ivo Patarra é um ex-petista conhecido, que escreveu o livro "O Chefe", onde narra - sem desvios partidários ou ideológicos -, através da imprensa e de relatos pessoais, o esquema político-criminoso que ficou conhecido como Mensalão. Ele vai além do que a 'imprensa normal' foi, entrega os nomes de todos os envolvidos, inclusive o do Chefe (adivinhe quem?).

O Autor

Nascido em São Paulo em 1958, Ivo Patarra, jornalista, foi repórter dos jornais Folha de S.Paulo, Folha da Tarde, Diário Popular e Jornal da Tarde. Como profissional independente publicou, entre outras, as reportagens "Nova York - São Paulo de motocicleta: 73 dias de aventura e emoção", "Fome no Nordeste Brasileiro" e "Morte de Juscelino Kubitschek: acidente ou atentado?". Ivo Patarra também respondeu pelos departamentos de comunicação das Prefeituras de São Paulo, Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo.

O Livro

Nas décadas de 60 e 70 do século 20, não foram poucos os brasileiros a desafiar os “donos” do poder e a combater por liberdade e democracia. Muitos tombaram, mas a luta não foi em vão. Hoje o Brasil é um país livre e democrático, como demonstram os serviços prestados pela imprensa na apuração do escândalo do mensalão. Nesse início de século 21, a luta das forças progressistas é por justiça social e distribuição de renda. E a luta passa prioritariamente pelo combate à corrupção. A construção de uma sociedade sem tantas desigualdades pressupõe uma imprensa atuante, sempre pronta a denunciar o clientelismo, o fisiologismo e o chamado toma-lá-dá-cá. Jornalistas têm a missão de zelar pela transparência das ações do poder constituído e pela boa aplicação do dinheiro público, apontando desvios e demais expedientes que lesem os direitos e os legítimos interesses do povo. Se houver responsabilidade e espírito público, teremos nas mãos as ferramentas necessárias para assegurar investimentos em projetos sérios, eficientes e de alcance social. Dessa forma, transformaremos o Brasil num país desenvolvido e em uma grande nação. O escândalo do mensalão confirma, uma vez mais, que a imprensa livre, pluralista e vigilante é imprescindível à democracia e ao Estado de Direito. Nada melhor para a sociedade do que jornalistas determinados, incapazes de se curvar a pressões econômicas, chantagens políticas ou ao benefício das sempre generosas verbas publicitárias, em troca da omissão e do silêncio sobre o jogo sujo dos “donos” do poder. Este livro homenageia dezenas de profissionais de imprensa, aqui citados nominalmente. São repórteres que não se intimidaram, não abaixaram a cabeça aos poderosos da vez, e contribuíram de forma decisiva para desvendar e elucidar o mais extenso e complexo esquema de corrupção governamental da história brasileira, em todos os tempos.

Ivo Patarra
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O download, distribuição e redistribuição deste livro é gratuito, levando-se em conta as condições da Licença Creative Commons - Atribuição-Uso Não-Comercial-Não a obras derivadas 2.5 Brasil. Para cada novo uso ou distribuição, você deve deixar claro para outros os termos da licença desta obra.

Você pode baixar o livro nesta página, no link indicado abaixo (em Attachment), ou acessá-lo online no site www.escandalodomensalao.com.br, de onde o autor pode ser contatado.

6.9.06

Êita!

O homi resolveu disabafá. A genti disabafa como podi. Ele tumém.
Hauhuahauahaua!
Confiram!

20.8.06

É dureza...

Fonte da imagem: http://www.cropptown.pl
Geralmente, faz-se necessário o acompanhamento de profissionais experientes e que saibam usar do que é classificado como bom senso para que uma campanha política saia dentro dos conformes, que consiga persuadir o maior número de pessoas possível, que consiga passar (ou moldar, como queiram) a imagem de salvadores dos órfãos de um país. De uns tempos pra cá as campanhas políticas têm se tornado motivo de piada; pessoas sem nenhuma orientação se metem a besta e fazem a seu modo suas "promoções" perante os eleitores. Dá dó. Mas dá muito mais vontade de rir. Só que, se analisarmos bem, rir de situações assim é a mesma coisa que rirmos de nós mesmos, já que ali estão os que estufam o peito e se orgulham em dizer que vivem de política.

Tenho anotado, sempre que possível, nomes de candidatos e seus slogans e principais pontos defendidos e tenho, literalmente, chorado de rir. Acredito que todos conheçam algum político que tenha sido eleito com um nome bem estranho... um apelido... conhecido na cidade, na redondeza... acabam incorporando aquele pseudônimo e aliam sua imagem à primeira coisa que vemos num candidato: o nome.

É claro que um simples nome não define a pessoa e muito menos o que ela realmente pretende fazer; podemos perceber isso olhando para um passado bem próximo: os nomes podem ser refinados e com aquele tom de "força e coragem", mas por dentro não existe nada mais do que vontade de sugar. Nos enganamos muito nesse mundo. Pena que brasileiro parece enganar-se mais do que a maioria do planeta, em termos de política. Mas esqueçamos essa parte por alguns minutos. Vamos nos concentrar nos nomes dos candidatos para as eleições deste ano.

Só de lembrar de alguns nomes já me descontrolo; os músculos brigam entre si, se contorcem mas não conseguem impedir o comando do cérebro: é incontrolável, não dá pra não rir. Eis alguns nomes de candidatos (infelizmente não sei de cor o partido de todos):

  1. Chico Ferramenta
  2. Zói Bad Boy
  3. Edésio, o Chefe
  4. Dicão
  5. João Rasgado
  6. André do Salgado
  7. Edmar Máximo
  8. Geraldo Fotógrafo
  9. Dr. Jorge Pai do Povo

Não dá pra colocar todos e nem há necessidade de tanto trabalho. Basta ligar a TV no horário eleitoral e saboreá-lo com pipoca e refri. Nada de comida pesada, porque pode dar ânsia; algumas cenas são realmente fortes, nem sempre estamos preparados pra tudo nesse mundo.
Assistam aos programas eleitorais, participem de fóruns de discussão, procurem saber tudo sobre os candidatos, tentem entender o que acontece e porque muitas coisas deixam de acontecer. Para o Brasil melhorar, existe uma carência que precisa ser sanada: alienação. É preciso participar, agir, perguntar, gritar e principalmente: lembrar o porque de darmos oportunidade à algumas pessoas para nos representarem. É preciso reciclar a memória constantemente, é preciso ter urgência em querer melhorar e fazer parte desta melhora.

Dica:

Candidatos têm nomes esdrúxulos, escrito por Noelma Oliveira ao Diário de Cuiabá

12.8.06

Desabafo

Muitos já viram este vídeo mas tomei conhecimento dele hoje. Acho engraçado como as coisas funcionam: nos botecos da vida, nas esquinas que se tornam pontos de encontro para colocar os assuntos em dia, na escola, na universidade, na fila do banco, enfim; em qualquer lugar existe um desabafo sobre a permanente e assombrosa roubalheira que abraça o país. Mas acho bom demais quando um profissional, formador de opinião, resolve dar espaço no seu próprio trabalho para dizer o que pensa. E isso se torna ainda melhor quando essa opinião condiz não só com milhões de outras opiniões mas também com a real situação em que vivemos.

Alexandre Garcia falou tudo (com a fantástica classe de sempre!) o que muitos gostariam de dizer diante das câmeras e disse o que muitos precisam ouvir para abrir os olhos e arregaçar as mangas e fazer mais do que falar. Todos estão avisando que a m**** já está no ventilador, só falta alguém ligá-lo na tomada. ATITUDE, POVO! Falatório não leva a lugar nenhum!



20.7.06

..: Entrevista da Semana :.. Ih, bônus de novo!


Que maravilha! A Nat aceitou ser entrevistada!!! Ela é uma gracinha; é quieta, mas é suuuper gente fina! Confiram a entrevista, está de arrasar!!!!

Nome: Nathalia Rodrigues da Cunha
Data de nascimento: 12/12/1988 (sou a mascotinha da turma haha)
Naturalidade: Uberaba-MG
Curso freqüentado: transferi pra Jornalismo, fazia Publicidade e Propaganda
E-mail: natrodriguescunha@gmail.com
MSN: nat_rodriguescunha@hotmail.com
Páginas de internet: nao tenho

T- Como foi sua infância? Teve algum fato que marcou você nessa fase da vida; como o que fez ou algo que fizeram à você?

N- Ahhh, minha infância foi tudo de bom! Só alegria. Era um pouco timida, mas há muito tempo atrás mesmo. Um fato que marcou, e lembro até hoje, foi quando meu avô tinha uma fazenda no Paraná. Todas férias eu e minha familia inteira ia pra lá. Divertia muito. Se sou o que sou hoje é graças a minha infância, que foi perfeita.

T- Você foi um aborrecente daqueles revoltadíssimos com a vida, ou já era praticamente um adulto mesmo com 14, 15 anos de idade?

N- Sempre fui muito precoce. Sempre sempre sempre! Com essa idade amadureci bastante, sempre fui assim. Sempre andei com galera mais velha, aprendi coisas mais cedo, fiz e faço tudo mais cedo, mas sempre tive minha cabeça no lugar.

T- Teve muitos conflitos com você nessa idade? Sofreu exageradamente, era daquelas que "amava" um garoto a cada 1 semana?

N- Quem nunca sofreu com essas paixõezinhas neh?!!? Sofri sim, chorei, mais hoje em dia, aprendi uma coisa, que só aprendi passando por algumas coisas, que foi me dar valor. Corro atras de quem merece, mas não sofro mais nao... qué, qué, se num qué, num qué!

T- Fez algum curso superior antes desse?

N- Não fiz nada não... hehe

T- Qual curso de Comunicação Social você freqüenta? Foi uma escolha intencional ou foi um "tiro no escuro"? E por que na UNIUBE?

N- Bom, sempre quis fazer Artes Cênicas, AMO teatro, tv.... mas não estava preparada para enfrentar um lugar que nunca fui, e comecei a pensar sobre comunicação social. Primeiro periodo fiz publicidade, mais achei muito bagunçado e percebi que eu escrevo mais do que crio, resolvi mudar pra Jornalismo. Escolhi a Uniube porque é a "única" de Uberaba (haha)

T- Gosta do curso? O que mais lhe atraiu até agora? Existe algo que precise melhorar? Explique.

N- Adoro o curso. O que mais me atraiu foram os trabalhos, que mesmo a gente ralando pra fazer, divertimos e muito. ahhh, muita coisa precisa melhorar. Acho a Uniube muito bagunçada. Mas pode ser bagunçada o tanto que for que estou adorando!!!!!

T- E Uberaba? Gosta da cidade, acha que falta alguma coisa...

N- Sou de Uberaba, nunca morei em outra cidade. Tem que gostar daqui! Tem que aprender a conviver em cidade pequena, na qual todos sabem da sua vida, e falam sobre você, já acostumei com esse tipo de coisa, que não me tira do sério, até acho divertido! Gosto daqui sim, principalmente na época das festas kkkkkkkk

T- Você estuda, trabalha ou está apenas de passagem?

N- Estudo só, e não vejo a hora de começar a trabalhar!!!!

T- Defina sua personalidade em, no máximo, cinco linhas.

N- Sou uma pessoa sincera ao extremo (acho que até d+), tenho o gênio muito forte, se gosto gosto, se nao gosto não gosto. Amiga, espontânea, companheira, extrovertidissima. (o resto vocês que digam)

T- Atualmente, qual é o seu maior objetivo?

N- Conquistar tudo o que quero e desejo. Meus objetivos vêm sempre de acordo com o passar do tempo. Mais um objetivo que carrego comigo é ser feliz SEMPRE.

T- Cite cinco coisas que mais gosta de fazer.

N- Só 5 mesmo?!?!? uiahuahauihauia Bom....
1- conversar
2- sair
3- estar com a pessoa que amo sempre
4- malhar
5- viver!!!!!!!!

T- Fique a vontade para deixar uma mensagem para os colegas de Comunicação Social (ou não!)

N- EEEE galerinha... vários não conheço, mas os que conheço: adorei conhecer vocês!!!!!! e oha, vão sempre atrás dos seus ideias.... busque a felicidade hoje e sempre!

..: Entrevista da Semana :.. Bônus, bônus!!!


Dessa vez foi o Grasiano que passou na peneira. O cara é dos mais desafiadores pra se entrevistar, se é que posso definí-lo assim. Tem charme, fala o que pensa e não se importa com isso. A entrevista foi feita "via e-mail", justamente por causa dessa maldita distância entre Sacramento e Uberaba. Mas foi boa; só adianto que o cara fala mesmo, portanto, nem precisa assustar, hahaha!

Informações Básicas

Nome: Grasiano Carlos de Souza
Naturalidade: Uberaba
Curso freqüentado: Jornalismo
E-mail: grasianosouza@hotmail.com
MSN: grasianosouza@hotmail.com

T- Como foi sua infância? Teve algum fato que marcou você nessa fase da vida; como o que fez ou algo que fizeram à você?

G- Tive uma infância muito boa, festas a pampa e muito rock'n roll desde jovem!hehehehehe Um fato que me marcou muito foi um acidente que tive quando era criança, na verdade um acidente de bicicleta até muito engraçado, pois fui visitar uma amiga pra pegar um boné meu que ela havia pego e deixei minha bike no alpendre, e ao sair, quando peguei a ciclo já saí em disparada pois essa amiga morava em um bruta morro aqui na cidade mesmo, vixi! Não é que o filha da p*** do irmão pequeno dela tinha tirado o freio da bike? Quando vi ou percebi foi só uma semana depois, quando saí do coma e entrava na sala de cirurgia pra retirada de um coágulo em minha cabeça, e o viado do moleque quase me matou, sem contar a raiva que passei, pois tinha o cabelo grande e quando acordei com aquele médico com a tesoura e meu cabelo na mão, putzzzzzzz... xinguei demais o fdp. Foi uma passagem bem hilária!hahuahuuhauhaua!

T- Você foi um aborrecente daqueles revoltadíssimos com a vida, ou já era praticamente um adulto mesmo com 14, 15 anos de idade?

G- Sim, fui um adolescente daqueles que falam muito, heheehe. Acho que até hoje sou assim, mania de dizer tudo na cara, agora não sei se é virtude ou defeito, pra mim é honra poder dizer tudo cara a cara! Sempre fui chato, mas rodeado de muitas pessoas; algumas interessadas em amizade e outras em fumar um, que aprecio desde novo!

T- Teve muitos conflitos com você nessa idade? Sofreu exageradamente, era daquelas que "amava" uma garota a cada 1 semana?

G- Conflitos eu não tive mas cada semana amava uma , ou era apaixonado por várias ao mesmo tempo! Cheguei a namorar com uma negra (sempre adorei mulatas) uma loirinha e uma japinha ao mesmo tempo. O difícil era conciliar tantas e ao mesmo tempo, adolescente não tem a manha de enrolar como os adultos mentirosos.

T- Fez algum curso superior antes desse? Terminou? Por que?

G- Nessa minha busca incessante da vida já fiz de tudo, cursos de todo tipo, como de técnico em eletrônica, parei por odiar levar choques!

T- Por que escolheu Jornalismo? Foi uma escolha intencional ou foi um "tiro no escuro"? E por que na UNIUBE?

G- Putz, meu curso foi um seguimento da realização dos meus desejos de infância, desde criança falava pra minha mãe que iria ser jornalista, adorava ver pessoas envolvidas em situação de risco em busca de matérias, tipo NAT GEO! O curso é minha vida, não uma paixão ou um hobby, Me formar em minha família é um grande orgulho, já que venho da humildade ou seja, da pobreza, Lembro de meu pai contar das suas dificuldades na vida, de ter comido chuchu por dois meses até conseguir um emprego após ter saído da casa de meu avô. Por isso eu digo pra mim que é uma honra poder estudar quando tantos não têm oportunidade! 'Quem tem este privilégio deve dar valor sempre'.

T- E a cidade de Uberaba? Gosta do lugar, acha que falta alguma coisa...

G- Uberaba é uma cidade maravilhosa pra morar e viver, isso eu sei pois já caí no mundão da vida com 17 anos e saí de casa pra viver minha vida, corri vários lugares até vir parar no mesmo lugar! Uma pena o poder público em Uberaba ser mal dominado por interesse de meia dúzia, fazendo com que a cidade se torne um monumento e não uma obra em crescimento!

T- Você estuda, trabalha ou está apenas de passagem?

G- Trabalho com fotografia por enquanto, apenas auxiliando. Mas espero que, com o que estou aprendendo,no futuro ser um profissional f*** no ramo!

T- Defina sua personalidade em, no máximo, cinco linhas.

G- Personalidade em cinco linhas é foda, mas: sincero, não subornável jamais. A não ser com chocolate , prncipalmente se for talento!huahauhuauhahuauhhuaahu

T- Atualmente, qual é o seu maior objetivo?

G- Minha intenção é me formar o + rápido possível e viajar em busca de cultura e conhecimento em línguas estrangeiras!

T- Cite cinco coisas que mais gosta de fazer.
Ver bons filmes
Comer muito
Praticar esportes
Ver quem eu amo!
Dançar

T- Fique a vontade para deixar uma mensagem para os colegas de Comunicação Social (ou não!)

G- Mensagem é coisa de espiritismo, então vou dar uma lição: ame de qualquer maneira, dê muito amor e o receba também pois o que será de você se passar pela vida sem amar?!

19.7.06

..: Entrevista da Semana :.. >> Bônus<<


Néia me pediu para mandar as perguntas por e-mail já que, além de não morarmos na mesma cidade - durante as férias - ela também trabalha. Mas foi rápida no gatilho; respondeu o "questionário" e ainda matei as saudades da Neitcha - amigona que fiz na faculdade. Confiram a entrevista!

Informações Básicas

Nome: Claudinéia Ferreira dos Santos
Data de nascimento:
02/04/84
Naturalidade:
Mauá - São Paulo
Curso freqüentado: Comunicação Social - Publicidade!!! êêêê!!!
E-mail: claudineiafs@yahoo.com.br
MSN: neia_fsantos@hotmail.com
Páginas de internet: www.plugue.blogspot.com (tá vai... tá desatualizado que só!)

Ó... que prestígio... dar uma entrevista num blog suuuper badalado!!! Salve Telmitcha!!!

T-
Como foi sua infância? Teve algum fato que marcou você nessa fase da vida; como o que fez ou algo que fizeram à você?

N-
Meeeu... rs, sempre fui muito comportadinha. Tenho pouqíssimas cicatrizes. Dá pra contar nos dedos quantas vezes apanhei. Morria de medo da minha mãe... ela é braba... rs. Mas no geral foi tranquila... adorava assistir desenho, brincar de casinha, de professora (sozinha!!!) e tinha poucos amigos. Era meio presa em casa.

T-
Você foi um aborrecente daqueles revoltadíssimos com a vida, ou já era praticamente um adulto mesmo com 14, 15 anos de idade?

N-
Acho que sou muito mais revoltada agora. risos. Eu sempre tive a cabeça feita... Me achava muito madura pra minha idade... principalmente nessa fase dos 12 aos 15... Hoje não sei se realmente era. Mas achava massante aqueles papos intermináveis das coleguinhas a respeito dos meninos. Pô, o mundo tinha outras coisas!

T- Teve muitos conflitos com você nessa idade? Sofreu exageradamente, era daquelas que "amava" um garoto a cada 1 semana?

N-
Ihh... rs... meu coração é vesgo... sempre olha pra pessoa errada... Tive paixão platônica sim... Ah, mas nada que me traumatizasse. Experiências que tive bem depois me danificaram mais.

T- Fez algum curso superior antes desse? Terminou? Por que?

N-
Terminei o ensino médio e fiquei 4 anos sem estudar. Pensei muito em que queria fazer. Não tinha pressa. Tomei uma decisão firme, e não me arrependo uma gota.

T- Por que escolheu Publicidade? Foi uma escolha intencional ou foi um "tiro no escuro"? E por que na UNIUBE?

N-
Já tinha escolhido processamento de dados no ensino médio, quando assisti um workshop apresentando o curso técnico de publicidade do colégio que eu estudava... Cara, mexeu comigo demais!!! Mas eu já tinha escolhido PD. Fui, fiz, beleza, mas não era akilo que eu queria pra vida... Durante o curso técnico, surgiu um curso de design gráfico no colégio (Photoshop e Page Maker)... Curti mais ainda... Os professores disseram que eu tinha jeito pra coisa... e aí fui me interessando... interessando... Pensei em outras coisas, me interessava, mas sempre voltava a mente para publicidade. E voltei de vez. E é isso que eu quero fazer. Na Uniube pq o destino me trouxe até Uberaba, contra minha vontade, mas não mais. Trabalho aqui, moro com meus pais, então fica melhor. Não me importo com nome de instituição. Minha carreira profissional depende muito mais de mim do que do nome da instituição. Mas a Uniube é uma boa universidade.

T- Gosta do curso? O que mais lhe atraiu até agora? Existe algo que precise melhorar? Explique.

N-
O curso é bom... a grade é boa. Até agora, gostei muito da dinâmica da maioria dos professores. Tb me agrada o fato de todas as disciplinas estarem interligadas. Agora, melhoras... bom... precisamos de eventos, passeios, workshops que nos expunha mais ao meio profissional. E os workshops NÃO devem ser pagos. Palestrante não conbra para ir em Universidade. E quando cobra, a universidade é quem deve bancar. Na verdade já bancamos ao pagar a mensalidade. E um maior comprometimento da turma. Muitas vezes a dispersão é grande e atrapalha.

T- Antes de vir para Uberaba, você morou em São Paulo. Estranhou muito essa mudança? Gosta da cidade, acha que falta alguma coisa...

N-
Nossa... estranhei demais!!! Acho que aí sim virei aquela aborrecente. rs. Eu amo SP! Morei minha vida toda lá, lá estão amigos de longa data, meu irmão, os lugares que eu amava ir... Ainda não está sendo fácil viver longe de lá. De Uberaba odeio o calor! Nossa! E os pernilongos... e o surto de dengue... e a culpa que a galera joga no prefeito. Rs. O maior culpado é a população, mas aí já é outra história. De resto eu gosto da cidade. O que falta em Uberaba são opções de cultura... não sei se existe uma câmara de cultura, mas os eventos deveriam ser mais divulgados, mais espetáculos teatrais (tem tanto grupo amador e bom!), exposições de arte, mesmo que regional... não precisa ser coisa graaande... E diversidade de lazer. Casas noturnas com estilos de música diferentes, característico do lugar... Isso é pra entretenimento. Para a cidade, mais investimento e abertura para indústrias. Mas no geral, vivo em Uberaba. Eu Sampa a gente sobrevive... rs.

T- Você estuda, trabalha ou está apenas de passagem?

N-
Além da Uniube, trabalho em uma escola de idiomas, onde tb faço um curso de manutenção do meu inglês que concluí há 2 anos... E queria tb fazer cursos relacionados a minha área, estudar violão, fazer natação, aula de dança... rs... mas de que jeito??!

T- Defina sua personalidade em, no máximo, cinco linhas.

N-
Alegre, perfeccionista, que fala muita bobagem, sensível, responsável, carinhosa, comprometida, jukebox (hahaha!!!), de bem com a vida, curiosa, que chora quando fica nervosa, que não gosta de sentir saudades, que AMA abraço, e que abraça com energia, determinada, sonhadora, anormal, putz... isso é o que acho. O que a nação diz é mais abrangente!

T- Atualmente, qual é o seu maior objetivo?

N-
Me graduar (muito bem) e fazer um intercâmbio no Canadá. Dependendo das condições, uma especialização por lá.

T- Cite cinco coisas que mais gosta de fazer.

1. Ouvir música

2. Praiaaaa!!! Amo o mar!

3. Estar com os amigos

4. Ver coisas diferentes

5. Me divertir (Hopi Hari é uma excelente opção! rs) - junta com o nº3!


T- Fique a vontade para deixar uma mensagem para os colegas de Comunicação Social (ou não!)

N-
Galeraaa!!! Vamo botá fogo no curso! Num bom sentido, claro! Vamos fazer uma competição saudável consigo próprio, desafiando nossos próprios limites! Vamos dar as mãos, encaixar nossas idéias num quebra-cabeça e fazer um formidável trabalho ao longo desses preciosos anos!!! Tem muito, mais muito potencial escondido no meio desse pessoal! A hora é agora!!! Beijos pessoinhas! Curto vcs pakas!!!

18.7.06

A personalidade da energia do saber


Acredito que todo mundo já teve aquele momento em que foi preciso "encher lingüiça": para não dar o braço a torcer, por dor de cotovelo, por qualquer desculpa e até mesmo para "mentir de forma plausível". Mas é preciso reconhecer que até mesmo para encher lingüiça é necessário saber o que se fala.

Ainda perdura um dos mais atenciosos sofrimentos sobre os gerundistas de plantão: eles não conseguem largar o vício do "vô tá fazendo, você pode tá ligando, vamos tá organizando"; mas existem outras formas de martelar na cabeça dos mais sensíveis. Há tempos presto atenção que muitas pessoas usam a palavra personalidade e energia para descrever e caracterizar singularidades de outras pessoas. Alguns narradores de futebol fazem isso de forma contínua dizendo, por exemplo, que tal jogador precisa ter "personalidade para cobrar um pênalti". Há poucos dias vi num programa de televisão uma modelo que foi convidada para participar de um júri que analisava pessoas famosas dançando. Em toda crítica que fazia, usava a palavra energia para classificar o desempenho dos artistas: "você conseguiu passar muita energia enquanto dançava", "não senti aquela energia em você durante a apresentação". Seria mais simples criticar ou apenas comentar sobre determinada atitude apenas usando as palavras certas, na hora certa. Se determinado jogador de futebol não fez aquele gol que parecia ser tão simples, não é que o coitado simplesmente não teve personalidade, ele errou e talvez precisaria apenas prestar mais atenção no jogo, ou empenhar-se melhor enquanto jogava. Mas ter mais ou menos personalidade para fazer um gol é a mesma coisa que querer medir o tamanho do amor de uma mãe por seus filhos.

Tente imaginar seu chefe criticando você. Ele pede para que compareça à sala dele logo pela manhã. Elogia seu trabalho e diz estar satisfeito com seu desempenho, incentivando-o a fazer sempre o melhor que puder. Aí ele solta o verbo, como num discurso digno de campanha pra presidente: "você tem personalidade para agir, cobrar dos outros funcionários, é por isso que está aqui. O fulano de tal foi demitido justamente porque não tinha essa energia que você tem para que tudo saia perfeito. Parabéns!". Me corrijam se estiver errada; talvez nem saiba explicar direito essa "coisa" de nomear as palavras com outras palavras que não deveriam ser nomeadas. Mas ser competente não quer dizer que tenha personalidade forte, ou que sua energia é muito boa porque sabe fazer muito bem. Sei não, fico confusa com isso, mas tenho cisma.


Penso em engravidar um dia, mas temo pelo que o médico possa me dizer após o parto, se essas manias se alastrarem e não pudermos mais voltar atrás: "Telma, você teve muita personalidade para dar à luz, parabéns!".


Mas tem coisa pior do que narrador de futebol e modelo trocando de vocabulário na hora de soltar o verbo: imaginem assistir aula na universidade com professores que insistem em ser gerundistas, só faltam levantar a bandeira e gritar: "Hoje eu vou tá dando aula pra vocês, porque semana que vem tem prova e preciso tá passando o resto da matéria até sexta". Não adianta querer ensinar para os outros aquilo que não acreditamos e tampouco praticamos.


Não é que isso me faça sofrer, mas quando ouço expressões assim, meus ouvidos pegam fogo e imploram por um mundo melhor, me torno um ser - por tempo determinado, é claro - totalmente otimista, imaginando que um dia tudo será resolvido, inclusive o analfabetismo visual e auditivo.


Pronto, desabafei.

Fonte da imagem: http://www.pitoche.com

17.7.06

..: Entrevista da Semana :..


Foi um papo corrido e louco: metade da entrevista foi feita pelo MSN e a outra parte pelo Orkut, hahaha! Mas me diverti bastante; Kênya é uma menina sensacional, meiga e muito inteligente. Confiram a entrevista!


Informações Básicas
Nome: Kênya Resende Pimenta
Data de nascimento: 13/01/88
Naturalidade: Uberaba
Curso freqüentado: Publicidade e Propaganda
E-mail: kenyapimentinha@hotmail.com
MSN: kenyapimentinha@hotmail.com

T- Como foi sua infância? Teve algum fato que marcou você nessa fase da vida; como o que fez ou algo que fizeram à você?

K- Hum...uma infância tranqüila...sem muito pra contar...sem bagunça...na paz...

T- Então você foi uma boa menina, nada de fazer "arte"?

K- Nada...num era de fazer não. Como era a mais velha...tinha que dar bom exemplo...kkk

T- Você foi um aborrecente daqueles revoltadíssimos com a vida, ou já era praticamente um adulto mesmo com 14, 15 anos de idade?

K- Bom...nenhum dos dois...num era nem um pouco revoltada...mas também não era adulta...sempre fui sonhadora demais...

T- Teve muitos conflitos com você nessa idade? Sofreu exageradamente, era daquelas que "amava" um garoto a cada 1 semana?

K- Não..eu encasquetava com um só...ja cheguei a sofrer de amor platônico por 4 anos!!

T- Nossa!

K- kkkkkkkkkkkkkkkkkk...sonhadora...

T- Por que escolheu Publicidade? Foi uma escolha intencional ou foi um "tiro no escuro"? E por que na UNIUBE?

K- Bom...eu tava em dúvida entre P.P. e R.I., mas como aqui naum tem R.I; então optei por P.P. Faço na UNIUBE por que meu pai num deixou ir pra fora...

T- R.I. seria...

K- Relações Internacionais

T- ah, bacana!

K- demais...

T- Mas qual o problema de estudar fora?

K- Também não sei...ele sempre disse que ia fazer fora...mas ano passado disse q era aqui e pronto...

T- Gosta do curso? O que mais lhe atraiu até agora? Existe algo que precise melhorar? Explique.

K- Adoro o curso...mas acho que precisa de mais entusiasmo...dos alunos e dos professores também...o que me atrai é a criatividade...

T- Em que sentido falta entusiasmo no curso?

K- Bom...falta comprometimento do pessoal, aulas práticas, visitas a agências; só pra olhar mesmo, ter um conhecimento...

T- E a cidade de Uberaba? Gosta do lugar, acha que falta alguma coisa...

K- Adoro aqui, apesar de ser pequena. Mas tem uma coisa, por a cidade ser regida de universitários, podia ter mais lazer, mais diversão, mais entretenimento...

T- Talvez, já que está cursando PP, você pode ir pensando em algumas coisinhas... rsrsrs...

K- Hahahahaha..com certeza...ja fiz um monte de camisetas que eu mesma invento...ficam show...

T- Você estuda, trabalha ou está apenas de passagem?

K- Estudo e trabalho só meio período, pra num ficar à toa mesmo...hahaha! Mas quero algo relacionado ao curso...

T- Defina sua personalidade em, no máximo, cinco linhas.

K- Nossaaaaaaaaa! Complicado... bom, tímida no começo, depois me torno uma pessoa de humor incrível, própria do signo mesmo, uma legítima capricorniana. Pessimista quase sempre, mas nunca desisto de algo, não mesmo. Sou parada também, hahaha!!! Faz parte... e sou baladeira, adoro uma rave, bom demais!!! Lealdade e amizade acima de tudo...:)

T- Atualmente, qual é o seu maior objetivo?

K- Um só???? Tirar o maior proveito possível da faculdade, do curso, que é a minha futura profissão, como da turma que é show!

T- Cite cinco coisas que mais gosta de fazer.

K- 1- desenhar...
2- conversar com amigos...
3- inventar algo que nunca existiu...
4- desenho animado...
5- ser útil de alguma forma..

T- Fique a vontade para deixar uma mensagem para os colegas de Comunicação Social (ou não!)

K- Bom...estou adorando fazer parte dessa turma de comunicaçao social, podem contar comigo sempre pro que der e vier; espero ajudar com melhorias no curso e obrigada por serem meus amigos. Amigo não se faz...reconhece-os!!!
Bjaummm

1.7.06

Carta aberta à sociedade brasileira - Decisão sobre TV Digital- Governo Próximo de um erro histórico


Pois é. Dias atrás presenciei parte de um debate e uma apresentação em vídeo a respeito da TV Digital. Quando entrei no anfiteatro, começava a apresentação do grupo responsável por falar sobre o SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital) e pude finalmente entender que realmente temos potencial. O sistema brasileiro foi considerado por muitos o melhor já desenvolvido até hoje. Mas, como tudo por aqui costuma dar rasteira, dessa vez não foi diferente: o governo brasileiro sucumbiu aos interesses da Rede Globo - como líder e representante das emissoras de TV aberta - e claro, interesses políticos. Mais uma vez não me surpreendi, mas fiquei embasbacada... não sei porquê isso acontece comigo!
Diante de tudo o que presenciei nos debates sem fim, de opiniões conflitantes de universitários muito mais interessados e informados do que mostram as estatísticas, penso que minha geração terá muito, mas muito trabalho pela frente para consertar o estrago social e financeiro que a corrupção e a busca desenfreada pelo Poder estão causando em nosso país.


Em virtude das notícias veiculadas pela imprensa, que afirmam estar o governo federal pronto para anunciar o padrão tecnológico a ser adotado pelo Brasil, a Frente Nacional por um Sistema Democrático de Rádio e TV Digital vem a público expor à sociedade brasileira as seguintes questões:

1. Se concretizado, o anúncio da decisão a favor da adoção do padrão de modulação japonês (ISDB), no apagar das luzes do primeiro mandato do presidente Lula e em plena Copa do Mundo, significa a morte do SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital), cuja proposta inicial baseava-se em princípios como a democratização das comunicações, a promoção da diversidade cultural, a inclusão social, o desenvolvimento da ciência e indústria nacionais (conforme o Decreto Presidencial 4.901) e implicou no investimento de R$ 50 milhões na formação de 22 consórcios de universidades brasileiras, envolvendo 1.500 pesquisadores. Ao optar pelo ISDB, o governo despreza o acúmulo social que sustentou sua eleição e submete-se de maneira subserviente aos interesses dos principais radiodifusores do país, especialmente aos das Organizações Globo. Se levar adiante o anúncio pelo ISDB, o governo brasileiro, infelizmente – e à semelhança dos anteriores –, seguirá tratando a comunicação exclusivamente como uma moeda de troca política.

2. Apesar dos insistentes apelos para que a decisão fosse tomada a partir do diálogo com os diversos segmentos da sociedade, o governo mantém uma postura pouco democrática, privilegiando a interlocução com os representantes das emissoras comerciais de televisão e negando-se a abrir espaço semelhante às organizações sociais. À tal postura soma-se a completa falta de transparência na condução do processo decisório que ainda hoje deixa a sociedade brasileira à mercê de boatos de corredor. Chegamos ao cúmulo de nem mesmo ter acesso aos relatórios produzidos no interior do SBTVD, que ainda não foram tornados públicos. Reafirmamos a certeza de que só um processo amplo, transparente e participativo, com consultas e audiências públicas, é capaz de garantir que a TV digital seja um instrumento de desenvolvimento democrático e inclusão social.

3. O Executivo ainda não apresentou qualquer justificativa plausível que aponte o ISDB, de fato, como a melhor opção para o Brasil. Este silêncio do governo, que abandonou as frustradas tentativas de emplacá-lo por supostas vantagens técnicas ou industriais, induz a uma única conclusão: a de que essas justificativas não são defensáveis publicamente, por atenderem exclusivamente a interesses privados. O país segue sem saber se existem parâmetros – sob o prisma do interesse público – baseando as decisões governamentais.

4. Não é possível que as pesquisas desenvolvidas no SBTVD, realizadas por 79 instituições de pesquisa, envolvendo mais de mil pesquisadores, seja tratado com tal descaso. A adoção do ISDB-T descarta logo de início as três alternativas de modulação aqui desenvolvidas. A anunciada intenção de que "as pesquisas brasileiras serão incorporadas em um segundo momento" oculta o fato de que existe incompatibilidade técnica no protocolo de comunicação da camada de transporte, inviabilizando, de fato, qualquer incorporação das inovações brasileiras em algum ponto do futuro.

5. Ao anunciar a decisão, o governo perde a oportunidade de promover a necessária atualização do marco regulatório do campo das comunicações, para modernizar a legislação cuja base data de 1962 e garantir o cumprimento dos princípios constitucionais não regulamentados, como a vedação ao monopólio e a instituição de um sistema público de comunicações. Mesmo que centrada na tecnologia, uma decisão governamental que não seja acompanhada de mudanças mínimas no marco regulatório vai contrariar a legislação vigente e certamente será questionada na Justiça. Os fatos consumados gerados a partir do anúncio da decisão não podem ser tolerados pela sociedade brasileira.

6. A sociedade brasileira perde também a oportunidade de se tornar um grande produtor mundial de conteúdo audiovisual multimídia, a mercadoria por excelência da Era da Informação. Para que pudéssemos abrir milhares de oportunidades de trabalho nessa área, seria necessário democratizar o espectro, adotar tecnologias dominadas por nossos técnicos, baseadas em software livre, adotar padrões e mecanismos que possibilitem a criação e a reprodução desses conteúdos. Nada disso está sendo considerado.

Diante ao exposto, as organizações que assinam esta carta reafirmam a certeza de que a TV digital é uma oportunidade única para promover a diversidade cultural, fortalecer a democracia, desenvolver a ciência e tecnologia nacionais e incluir socialmente a imensa maioria da população, ainda desprovida de direitos humanos fundamentais.

Temos a convicção de que, ao anunciar uma decisão por uma tecnologia estrangeira, o governo estará cometendo um erro histórico, que não poderá ser revertido nas próximas décadas.

Brasília, 28 de julho de 2006

Frente Nacional por um Sistema Democrático de Rádio e TV Digital Contatos:

Diogo Moyses – Intervozes - (11) 9402 0661 – diogomoyses@terra.com.br

James Gorgen – FNDC (61) 8111 7733 – james@fndc.org.br

Marcus Manhães – Sintipq (19) 8145 9895 – manhaes@cpqd.com.br

Fonte do texto: manhaes@cpqd.com.br
Fonte da imagem: http://imagers.gsfc.nasa.gov

27.6.06

Descanso merecido (ou não)


Tenho que aprender a controlar essa tal de ansiedade. Até agora, apenas dois professores colocaram as notas das provas finais na página do aluno, e o que mais me descontrola é o fato de que a única nota que mais quero saber, pelo jeito, só quinta feira. Estou de mala e cuia arrumadinhas para correr descontroladamente para o colo de papai e mamãe, e agora vejo o recado da professora que não poderá comparecer para a vista de prova hoje a noite; portanto, somente na quinta feira estarei realmente livre (ou não) e me sentirei tranqüila pra curtir as férias de julho. Mas, tudo bem: tirando a dor de estômago que sinto desde ontem, até que consigo levar numa boa. Não sei o que acontece, só sei que meu estômago já clama por paz e até já avisou que se continuar nesse ritmo, não conseguirá chegar aos 30 anos de idade, rsrsrs. É uma dor que passa a sensação de que as paredes do estômago estão coladas... que coisa esquisita, credo! Acho que relaxamento resolve meu problema, a questão é que odeio terapias de relaxamento, porque sempre fico aflita com tanta calmaria. Remédio pra dor de estômago toda semana também não dá, né: além de detonar a saúde, nem tenho dinheiro pra poupar meu "abrigo alimentar" assim, com tanta pompa.
Mas o post de hoje nem é sobre meu estômago, isso resolvo com o passar dos tempos, mesmo porque preciso me acostumar a conviver com expectativas ou me entregar ao sofrimento eterno de dores estomacais por conta de ansiedade. Hoje o post é sobre desejo, esperança, expectativas e realizações. Prefiro começar do fim porque sou péssima para despedidas:

Boas férias a todos os alunos e professores!

Ihh... ficou péssimo... vou começar de novo, essa coisa de desejar "coisas" me pega de jeito, nunca sei o que dizer direito, por mais que queira dizer o que penso em dizer... (putz, isso tá ficando complicado demais...)

Queridos colegas de Comunicação Social da UNIUBE e professores, (é, formal demais pro meu gosto, mas antes isso do que nada, né...)

Não sei me despedir de nada nem de ninguém, mesmo que seja por poucos dias. Odeio despedidas porque elas sempre me remetem ao pensamento de que pode ser a última vez que vejo alguém ou alguma coisa. Pode parecer "tique" de pessimista, mas me sinto assim e não tem jeito. Mas já consegui driblar essa falta de vocação pra despedidas, apenas usando o bom senso de DESEJAR, porque quando desejo algo para alguém é de coração, fica mais fácil do que ficar no mela-mela interminável de adeus e blá, blá, blá.

Desejo a todos vocês bom descanso. Renovar as energias é fundamental para qualquer ser humano (que se considere humano, é claro... tem sempre aquele doido que acha que é o Wolfwerine...), e cada um sabe como deve fazer isso. Sem a rotina da universidade, dá pra programar um monte de coisas, dá pra curtir legal. Visitar a parentada chata que lota sua casa (Copa do Mundo é uma ótima desculpa para parentes torrarem o saco e filarem bóia na sua casa), acampar com amigos, viajar com o (a) namorado (a) para um lugar bacana e colocar em dia o amor, ressucitar velhas amizades nos botecos da vida, ficar morgando no sofá a tarde inteira assistindo A Viagem, o programa da Sônia Abrão, Ana Maria Braga e A Casa é Sua. Não importa; mesmo que tente renunciar momentos fúteis, eles irão existir e você irá delirar com todas as possibilidades fúteis que aparecerem, não importa a hora!
Não se esqueçam de delirar também com as possibilidades de crescimento: se aparecer a chance de um trampo extra, não percam (nem me dêem trela demais, eu faço isso nas férias, gosto, mas ninguém precisa concordar, ok? Huaua) a oportunidade de passarem o tempo fazendo algo útil (ou não, vai saber...), porque quem fica a toa o dia inteiro aumenta as chances de pensar besteira o dia todo também, portanto, agir é a solução pra espantar a zica! Falando em zica, não esqueçam de torcer os dedos e pedir aos santos que ajudem e também à Santa Força da Mente Interpretativa que o povo brasileiro saiba lidar com todas as escolhas que quiser e tiver a obrigação em fazer; nossa sociedade não suporta mais a idéia de que somente os santos irão nos salvar, precisamos nos convencer de que nem milagre vem de graça!
No mais, vambora porque a caminhada é longa e ainda vai cansar muita gente. É respirar fundo nesses dias e depois voltar melhor do que pensou ter feito no semestre anterior.
Estarei na net sempre, já que vou pra casa curtir papai, mamãe, mano Rodnei, a Meg e uma internet decente, hehe.
Tinha mais coisa pra falar, mas no momento me preocupo demais com a nota da Irene. Vou ver se consigo falar com ela, mandar um telegrama, um pombo-correio, qualquer coisa pra aliviar essa tensão estomacal corrosiva!!!

Beijos, abraços, muita coisa boa nesses dias de descanso e que o rock finalmente domine o universo, juntamente com Pink e o Cérebro, a Liga da Justiça e os homens que anulam seus votos para a eleição de presidentes no Brasil!..!..!..!

14.6.06

Futebol, cerveja e paciência

Fonte da imagem: http://ch.indymedia.org

Estou sendo testada desde o começo de 2006 por não ter internet e um computador decente para estudar e atualizar minhas coisas. Até aí tudo bem, se não fosse o fato de que 2006 é o ano da Copa do Mundo. Pior do que não ter internet em casa, não ter tv a cabo, é ter que aguentar jogo de futebol o dia inteiro. Isso mesmo, o dia inteiro sim, porque além dos jogos transmitidos, todos os outros programas passam, em média (pelo menos no meu termômetro de paciência), pelo menos uma hora trocando idéias a respeito. Não tenho nada contra futebol, inclusive, assisto aos jogos da seleção quando não tenho mais o que fazer: vou pra casa de amigos, bebo minha cerveja, tiro fotos e mais fotos dos que ficam mais "alegres", dou muita risada e vibro, xingo e dou meus pitacos como todo mundo. O problema não é o futebol, mas a conseqüência que ele causa nas pessoas e, pelo jeito, é no Brasil que o bicho pega mesmo. Já percebi que o futebol brasileiro (e não necessariamente os jogadores brasileiros) vive mais de fama do que de competência. Não entendo muita coisa, mas quando vejo jogos da seleção brasileira acabo me sentindo frustrada, diante da expectativa criada, como se tudo fosse verde-amarelo e perfeito. Todos esperam um espetáculo que não ocorre, lamentam isso com toda a dor no coração. Mas, o mais interessante, é que a maioria das pessoas (inclusive dos que levantam a bola da seleção) sabem que esse show nunca acontece, pelo menos não da forma como é divulgado. Portanto, me respondam: por quê??? Isso tudo pela história, por sermos bons de bola e o diabo a quatro? Que isso, galera... que falta de sinapse, que descontrole cerebral é esse?
Ainda a pouco, matando a saudade do Comunique-se, percebi que o que mexe mesmo com o sangue do povo é falar mal da seleção, não importa em que pé esteja o time. Não deu show, mas ganhou, pra mim já é muita coisa. Antonio Brasil, que escreveu " As besteiras da TV na Copa", retrata muito bem o que sinto. O besteirol televisivo/narrativo que esparrama e confunde nossas sinapses (e muitas vezes, sem que percebamos isso!) é bizarro. Pérolas que jamais serão corrigidas, mesmo porque, ninguém se interessa por isso, o negócio mesmo é que somos a droga do país do futebol e por isso não desistimos nunca. Êita, vida ingrata!
Algumas pérolas citadas por Antonio Brasil:

"Você não erra Arnaldo, você se engana."

"Olha o cabelo dele. Este juiz é conhecido no México como o pequeno Drácula."

Claro que todos sabem de quem são, né: Galvão, aquele que fala desesperadamente, incontrolavelmente, e muitas vezes se esquece de que está ali apenas para narrar um jogo de futebol.

E vamu que vamu, porque o negócio mesmo é torcer, o resto a gente deixa pra depois.

Matéria comentada do site http://www.comunique-se.com.br/home.asp

Aula 23: Seminário de Teorias da Comunicação

Esse negócio de não anotar as apresentações dos grupos é de dar nó na ponta do nariz... tô perdidinha, mas entre uma pesquisa e outra, e revirando informações no cérebro (por mais que as pessoas me comparem com a Dory - aquela amiga do Nemo que sofria de perda de memória recente -, até que tenho meus momentos 'iluminados' hehehehe), no final dá tudo certo...

Se for pela lógica que os grupos foram escolhidos, lembro que o primeiro foi integrado pela Bárbara e pela Bruna. Se não, me desculpem, mas acredito piamente nisso.

O primeiro grupo apresentou o segundo capítulo/item 2 do livro, que trata do Empirismo do Novo Mundo. Pra ficar mais fácil, vai aí a definição de empirismo: é uma doutrina baseada na experiência, como uma fonte única de conhecimento. Citaram que a Escola de Chicago e a Ecologia Humana estudavam o comportamento da sociedade e, diante da industrialização, surgem novos fenômenos sociais que implicam em mudanças econômicas, demográficas e espaciais, inclusive provoca mudanças nos costumes, formas de interação e de controle social; o que acaba gerando desvios de conduta em conseqüência de desigualdades sociais, classificados como crimes.
Falaram também de alguns teóricos, como:

Herbert Spencer: que comparava a sociedade como um organismo, dando importância igual a todos para a formação da sociedade.

Charles S. Pierce ( Pragmatismo e Semiótica): Oocara foi o criador da semiótica, que é a ciência dos signos, que é a representação de alguma coisa (nem pensem em brincar com isso, pensando que se trata de horóscopo; já aviso com antecedência porque sempre tem um xarope que acha que isso serve de piada, rsrs.). Dizia também que o conhecimento só adquire significado se houver interação entre um indivíduo inteligente com o meio em que vive.

Charles Herton Colley: definia família como grupo primário e grupos maiores e relações formais como grupo secundário. Para Colley, o grupo primário vinha antes da industrialização, e o secundário após o desenvolvimento da massa.

Bem, é isso. Pouco demais se comparar com as apresentações que foram feitas... poderia publicar posts quilométricos a respeito, mas existem ainda muitos grupos para relatar a respeito do tema Teoria da Comunicação. Mattelart é o cara! Hehehe

..: Dicas da Glica :..

  1. Explorações Sobre a Problemática Epistemológica no campo das Ciências da Comunicação, por Alberto Efendy Maldonado
  2. Bibliografias Sociais - excelente link com ótimas dicas de livros relacionados à Comunicação Social.
  3. O retorno da cidade como objeto de estudo da sociologia do crime, por Lígia Mori Madeira
  4. A cidade como objeto de estudo: diferentes olhares sobre o urbano, por Maria Josefina Gabriel Sant'Anna
  5. Semiótica: definição do Wikipédia
  6. Semiótica: uma suave introdução
  7. A Semiótica na moda
  8. Programa de Semiótica y Estudios de la Significación (não está em português, mas dá pra entender tranqüilamente, larga de ser besta e exercita a cabeçca!)

2.6.06

..:Dica da Glica:.. {Primeira Guerra Mundial em Cores}

Achei demais, muito mesmo. Meu irmão me passou o endereço, e realmente é um dos melhores trabalhos que já vi na net.



Os Irmãos Lumière patentearam o processo de fotografia colorida em 1903, e produziram o primeiro filme colorido comercial em 1907. O exército francês foi a fonte primária de fotografias coloridas no curso da Primeira Guerra Mundial.

Confiram o show! http://www.worldwaronecolorphotos.com

Videoclipe da Impunidade: se ela dança eu danço

Não defendo o roubo, mas considero situações. Se você não tem dinheiro pra comprar comida pro seu filho que chora o dia inteiro pedindo algo para comer, o desespero só aumenta as chances de se infringir a lei (e olha que nem precisa de brinquedo, se tiver comida, já é o suficiente!). Você procura emprego, nunca consegue porque não é qualificado pra merda nenhuma. Você pensa em estudar, mas precisa investir em estudos, porque viver de biblioteca pública é utópico demais. Mas você nem consegue emprego, vai estudar de que jeito? Hum... bem... você pode conseguir uma bolsa de estudos do governo, que distribui como se fosse caridade algo que é OBRIGATÓRIO para a população. Aí, conseguindo isso, você fica todo feliz e reelege o "santo". Só que ainda existe uma outra etapa da sua vida que precisa ser quebrada: diploma em mãos, o perigo maior é ser o comum, mais um entre tantos. Aquele mundaréu de "reeleitores" com seus diplominhas bonitinhos de 3º grau completo, enfeitando filas nas calçadas, disputando uma vaga que, nem sempre, condiz com sua graduação. E aí, as coisas vão acontecendo, ninguém se preocupa ao menos em enrubescer a face e encenar um suposto arrependimento. O Brasil não tem (descaradamente) nenhuma vergonha: pode-se roubar a vontade, desde que tenha alguma ligação política ou, melhor ainda: se for político, sua vida está feita! Não existe culpado, ninguém vai pra cadeia, ninguém que trabalhe na amaldiçoada Brasília merece punição; merece apenas mamar na teta do povo, sem nenhum resquício de culpa. Mamam sem a menor preocupação de morrerem afogados. E gostam de mamar nas nossas tetas porque deixamos, mesmo que isso nos incomode extremamente.

É só mais um videozinho. Mais um que indigna, e não muda porcaria nenhuma. Não vou colocar links relacionados neste post porque quem quer se atualizar a respeito de tanta porcaria que ocorre na gerência do país tem que ir atrás. Tem que querer, tem que procurar, se indignar perante seu próprio esforço de tentar entender as coisas. Se vira!


Os créditos estão no final do vídeo.

1.6.06

Aula 22 - A Revolução Não Será Televisionada


Fonte da Imagem: Zerofora

Que alguma força superior realmente nos ajude, porque o negócio é feio. Existem pessoas que tentam mostrar a parte que contribuem para uma melhora no meio em que vivem, mas não é nada fácil. A mídia releva e muitas vezes mascara muitos fatos importantes. É o tal do interesse, né: nem sempre é conveniente para os veículos de comunicação divulgarem certos protestos, tampouco vangloriar uma indignação de determinado grupo. Tudo depende do interesse em questão, e de quem quer (e quem controla) tais interesses. A coisa é grave a ponto de percebermos a dificuldade em querermos fazer parte do sistema, tentando ajudar de alguma forma na evolução sem máscaras dos fatos. O problema é que um pequeno grupo (que detém o 'poder' e 'controle') não permite que questões importantes para a melhora de um sistema sejam reveladas, já que este pequeno grupo precisa da maioria burra, risonha e feliz por ter sempre o dindin pra tomar uma no bar do Jão no fim do mês. É infame, trágico, rebelde, infeliz, e insolúvel (até que exista uma concentração de massa suficiente para uma revolução sem limites, mas que seja forte o bastante para fazer acontecer).
Nessa aula assistimos também alguns clipes, como o do Batman (foi um clipe bem infame, porém divertido, hehe) e imagens do fogaréu que abraçou o cenário do programa da Xuxa. Incrível mesmo é perceber a frágil máscara que envolve toda a fantasia desse mundo.

A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA!!!


..:Dicas da Glica:..

30.5.06

Aula 21 --> Fetichismo

Nem pense que isso significa uma grande perversão. É, pode até ser. Mas vamos nos concentrar, ganhamos mais tempo analisando as coisas do jeito que elas realmente são; ao menos tentamos fazer isso e pensamos que somos sérios, portanto, vamos nos concentrar!
Fetichismo é o amor por objetos inanimados. Isso significa que muitas pessoas "amam" ícones, personagens, e quase nunca o que as coisas e pessoas realmente são. Olhem bem para o casal da foto acima: Brad Pitt e Angelina Jolie. Segundo jornais e revistas especializados (vixi, forcei a barra agora... rsrsrsrs) de fofoca, este é o casal mais lindo do mundo. Por que? Bem, se levarmos em conta o mundo em que realmente essas revistas vivem (e levam milhões de 'imigrantes' para o planeta deles para trabalho não-mental e escravo), podemos até concordar. A questão, pra mim, é que a maioria das pessoas gostam de amar coisas, e não pessoas.
É como um ideal, que deve permanecer tal como foi idealizado, mas jamais como uma conquista (porque perde a graça mesmo!). Sentimos necessidade de usar todo o fetichismo possível para suprir necessidades e vontades (e isso depende de cada um, ok? Hehehe).

Fonte da imagem: www.magicbus.com.br

O negócio funciona de forma complexa, porque explicar o que fazemos (inconscientemente) não é tarefa das mais fáceis, sei muito bem do que falo neste momento, hihihi. Mas as pessoas associam tanto ícones à coisas e pessoas, que o fetichismo acaba se tornando parte de um mundo que não deveria existir (ou deve mesmo existir, porque dependendo do fetiche, o trem é bom demais, huahauahauahuaa!!!). Mas é que as pessoas confundem muito, mas muito mesmo. Pegue um adolescente, lá pelos 14, 15 anos. Adivinhe qual é o grupo que mais faz sucesso entre os aborrecentes da parada: RBD (Rebeldes, para os íntimos, rsrsrs). Nada contra quem gosta, galera, mas antes de prosseguir com o texto, é impossível continuar a digitar sem avisar que TEM TRATAMENTO!!! hihihi... chega, chega de brincadeira. Gosto é gosto, e por mais que isso me doa, vou respeitar (blargh!). Os Rebeldes são a moda agora. E é claro, existem aqueles que sobrevivem do excesso hormonal adolescente, fazendo campeonatos para ver quem é o grupo que melhor interpreta uma determinada cena da tal novela (e banda... é sério, isso é sério...tsc...tsc...) "rebeldiana". Tenho certeza que sabem de quem falo: GU-GU!!!!! Aquele loiro de lentes azuis, todo voz de seda, com seus quadros ('sbtianos'), copiados exclusivamente para públicos que já nascem instruídos a não se preocuparem com mais nada que não seja o "momento", mesmo que a moda mude (em todos os sentidos) drasticamente seus corações e suas paixões.
Rebeldes por si só (ah, como sou infame com esses trocadilhos, credo!), a maioria das pessoas acreditam apenas no que vêem, e nem sempre no que conhecem. Aceitam como fato toda e qualquer tentativa de estupidez injetada através dos veículos de comunicação, que usam e abusam do fetichismo para se sustentarem.

Aí, ó... ah, neim... acabo falando demais, viajando na maionese, não falo nem metade do que queria, e sempre passa um em frente ao computador, dizendo que escrevo demais. Aí, eu travo, dá branco, e resolvo terminar. Mas tô de boa, uma cervejinha gelada resolve meu problema de trava, huahauahaua! (Não incentivo ninguém a beber, mas quem quiser compania, vambora!)
Tô quase terminando a atualização do blog, mas agora vamos providenciar os hits dos anos 80, porque a Tia Irene pediu... :=)
Beijinho pros menininhos e diploma pras menininhas! :=P

..: Dicas da Glica :..

  1. Wikipedia -> Definição de fetiche
  2. O Pós-Marxismo e o Fetiche no Trabalho: sobre a contradição histórica na teoria da Marx, por Robert Kurz
  3. A Temática da Alienação: origens e particularidades, por Maria Lúcia Duriguetto
  4. Em Torno do Conceito de Mito Político, por Luiz Felipe Miguel
  5. A Máscara do Fetichismo da Mercadoria, por Kênia Miranda

Aula 20 --> Opa, essa foi massa d+!

O lance é não esquentar a cabeça, o negócio mesmo é associar pensamento e expressão!
Na aula passada, André pediu para que fizéssemos um trabalho bem simples: associar uma imagem a uma frase. O pedido foi atendido, e alguns trabalhos ficaram show! É claro que não poderia me lembrar de todas as frases, nem que anotasse, já que sempre perco minhas folhas (o jeito vai ser comprar mesmo um caderno!). Mas lembro a frase que entreguei, e como não anotei nenhuma outra no dia da apresentação, aproveito pra colocar as frases que me deixaram em dúvida: imprimi três, não gostei de nenhuma, depois imprimi mais cinco, e aí sim: com oito folhas com figuras e frases deu pra selecionar apenas duas, e o desempate se deu poucos minutos antes de entregar o trabalho, rsrsrs... ai, ai... A primeira frase é a que realmente entreguei para André, as outras fizeram parte da minha seleção. Nem vou postar todas que me deixaram indecisa, apenas três, até mesmo para que agarrem o costume de ler, galera. Coloquem esse cabeção pra funcionar, dá uns 'tiuts' por aí, leiam, leiam, mas leiam muito mais do que a vontade de simplesmente ler. Leiam mais do que o desejo de ler. Apenas leiam tudo o que puderem. Algumas frases são realmente sem sentido, principalmente aquelas de fim de festa, com bêbado tentando filosofar. Mas, dizem que tudo tem um motivo, de repente até existem razões para não deixar de filosofar, mesmo que seja a maior porcaria do universo! Huahauahua! Filosofem, crianças (e não deixem de me convidar pra filosofar junto, principalmente se tiver aquela breja geladinha, hein?!) !!!!!


Fonte da imagem: sapo.pt

"A mágica nossa de cada dia nos dai hoje, porque antes do pão vem a esperança do pão."
(Miguel Falabella)
PS: a imagem não é a mesma do trabalho, porque esqueci a fonte da outra, que foi oficialmente entregue. (eu quero meu pc de voltaaa!!!)
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Fonte da imagem: clickhoteles.com

"O poder só é limpo quando se traduz em serviço."
(Francisco de Juanes)

Fonte da imagem: http://www.zenderowski.gower.pl/a-barczewo/312.jpg

"Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda."
(Cecília Meireles)

..:Dicas da Glica :..

  • Casa das Frases -> tem muita frase mesmo, com direito a separar por "assuntos" e temas. Mas, se não gostar da dica, deixa de preguiça e procura em algum site de busca, juro que é rapidinho!

9.5.06

E-mail enviado a uma amiga

Free Image Hosting at ImageShack.us
Fonte da Imagem: Bol

rsrsrs...já havia publicado esse texto em outro blog, mas não dá pra resistir, é demais!!! Huahaua!

Amiga:
Conforme minha promessa, estou enviando um e-mail contando as novidades da minha primeira semana depois de ser transferida pela firma para o Rio de Janeiro. Terminei hoje de arrumar as coisas no meu novo apartamento. Ficou uma gracinha, mas estou exausta. São dez da noite e já estou pregada.
Segunda-Feira: Cheguei na firma e já adorei. Entrei no elevador quase no mesmo instante que o homem mais lindo desse planeta. Ele é loiro, tem olhos verdes e o corpo musculoso parece querer arrebentar o terno. Lindooooo!
Estou apaixonada. Olhei disfarçadamente a hora no meu relógio de pulso e fiz uma promessa de estar parada defronte ao elevador todos os dias a essa mesma hora. Ele desceu no andar da engenharia.
Conheci o pessoal do setor, todos foram atenciosos comigo. Até o meu chefe foi super delicado. Estou maravilhada com essa cidade. Cheguei em casa e comi comida enlatada. Amanhã vou a um mercado comprar alguma coisa.
Terça-Feira: Amiga! Precisava contar. Sabe aquele homem de quem falei? Ele olhou para mim e sorriu quando entramos no elevador. Fiquei sem ação e baixei a cabeça. Como sou burra! Passei o dia no trabalho pensando que preciso fazer um regime. Me olhei no espelho hoje de manhã e estou com uma barriguinha indiscreta. Fui no mercado e só comprei coisinhas leves:biscoitos, legumes e chás. Resolvido! Estou de dieta.
Quarta-Feira: Acordei com dor-de-cabeça. Acho que foi a folha de alface ou o biscoito do jantar. Preciso manter-me firme na dieta. Quero emagrecer dois quilos até o fim-de-semana. Ah! O nome dele é Marcelo. Ouvi um amigo dele falando com ele no elevador. E ainda tem mais: ele desmanchou o noivado há dois meses e está sozinho. Consegui sorrir para ele quando entrou no elevador e me cumprimentou. Estou progredindo, né? Como faço para me insinuar sem parecer vulgar? Comprei um vestido dois números menor que o meu. Será a minha meta.
Quinta-Feira: O Marcelo me cumprimentou ao entrar no elevador. Seu sorriso iluminou tudo! Ele me perguntou se eu era a arquiteta que viera transferida de Brasília e eu só fiz: "U-hum"... Ele me perguntou se eu estava gostando do Rio e eu disse: "U-hum". Aí ele perguntou se eu já havia estado antes aqui e eu disse: "U-hum". Então ele perguntou se eu só sabia falar "U-hum" e eu respondi: "Ã-hã". Será que fui muito evasiva? Será que eu deveria ter falado um pouco mais? Ai, amiga! Estou tão apaixonada! Estou resolvida! Amanhã vou perguntar se ele não gostaria de me mostrar o Rio de Janeiro no final de semana. Quanto ao resto, bem... ando com muita enxaqueca. Acho que vou quebrar meu regime hoje. Estou fazendo uma sopa de legumes. Espero que não me engorde demais.
Sexta-Feira: Amiga! Estou arruinada! Ontem à noite não resisti e me empanturrei. Coloquei bastante batata-doce na sopa, além de couve, repolho e beterraba. Menina, saí de casa que parecia um caminhão de lixo. Como eu peidava! (nossa! Você não imagina a minha vergonha de contar isto, mas se eu não desabafar, vou me jogar pela janela!).
No metrô, durante o trajeto para o trabalho, bastava um solavanco para eu soltar um futum que nem eu mesma suportava. Teve um momento em que alguém dentro do trem gritou: "Aí! Peidar até pode, mas jogar merda em pó dentro do vagão é muita sacanagem!"
Uma senhora gorda foi responsabilizada. Todo mundo olhava para ela, tadinha. Ela ficou vermelha, ficou amarela, e eu aproveitava cada mudança de cor para soltar outro. O meu maior medo era prender e sair um barulhento. Eu estava morta de vergonha. Desci na estação e parei atrás de uma moça com um bebê no colo, enquanto aguardava minha vez de sair pela roleta.
Aproveitei e soltei mais um. O senhor que estava na frente da mulher com o bebê virou-se para ela e disse: "Dona! É melhor a senhora jogar esse bebê fora porque ele está estragado!". Na entrada do prédio onde trabalho tem uma senhora que vende bolinhos, café, queijo, essas coisas de camelô. Pois eu ia passando e um freguês começou a cheirar um pastel, justo na hora em que o futum se espalhou. O sujeito jogou o pastel no lixo e reclamou: "Pó, dona Maria! Esse pastel tá bichado!"
Entrei no prédio resolvida a subir os dezesseis degraus pela escada. Meu azar foi que o Marcelo ficou segurando a porta, esperando que eu entrasse.
Como não me decidia, ele me puxou pelo braço e apertou o botão do meu andar. Já no terceiro andar ficamos sozinhos. Cheguei a me sentir aliviada, pois assim a viagem terminaria mais rápido. Pensei rápido demais. O elevador deu um solavanco e as luzes se apagaram. Quase instantaneamente a iluminação de emergência acendeu. Marcelo sorriu (ai, aquele sorriso...) e disse que era a bruxa da sexta-feira. Era assim mesmo, logo a luz voltaria, não precisava se preocupar. Mal sabia ele que eu estava mesmo preocupada.
Amiga, juro que tentei prender. Mas antes que saísse com estrondo, deixei escapar. Abaixei e fiquei respirando rápido, tentando aspirar o máximo possível, como se estivesse me sentindo mal, com falta de ar. Já se imaginou numa situação dessas? Peidar e ficar tentando aspirar o peido para que o homem mais lindo do mundo não perceba que você peidou?
Ele ficou muito preocupado comigo e, se percebeu o mau cheiro, não o demonstrou. Quando achei que a catinga havia passado, voltei a respirar normal. Disse para ele que eu era claustrófoba.
Mal ele me ajudou a levantar, eu não consegui prender o segundo, que saiu ainda pior que o anterior. O coitado dessa vez ficou meio azulado, mas ainda não disse nada.
Abaixei novamente e fiquei respirando rápido de novo, como uma mulher em estado de parto. Dessa vez Marcelo ficou afastado, no canto mais distante de mim no elevador. Na ânsia de disfarçar, fiquei olhando para a sola dos meus sapatos, como se estivesse buscando a origem daquele fedor horroroso.
Ele ficou lá, no canto, impávido. Nem bem o cheiro se esvaiu e veio outro.
Ele se desesperou e começou a apertar a campainha de emergência. Coitado! Ele esmurrou a porta, gritou, esperneou, e eu lá, na respiração cachorrinho.
Quando a catinga dissipou, ele se acalmou. As lágrimas começaram a escorrer pelos meus olhos. Ele me viu chorando, enxugou meus olhos e disse: "Meus olhos também estão ardendo..." Eu juro que pensei que ele fosse dizer algo bonito. Aquilo me magoou profundamente. Pensei: "Ah, é, FDP? Então acabou a respiração cachorrinho..."
Depois disso, no primeiro ele cobriu o rosto com o paletó. No segundo, enrolou a cabeça. No terceiro, prendeu a respiração, no quarto, ele ficou roxo. No quinto, me sacudiu pelos braços e berrou: "Mulher! Pára de se cagar!". Depois disso ele só chorava. Chorou como um bebê até sermos resgatados, quatro horas depois.
Entrei no escritório e pedi minha transferência para outro lugar, de preferência outro País.
Sua amiga, Elza.


Texto escrito por: J. Miguel. É carioca, tem 39 anos de idade e mora no Rio. Estudou no Colégio Pedro II e depois fez Física na Faculdade de Humanidades Pedro II, em São Cristóvão, também no Rio. Lecionou por um período, mas deixou as salas de aula para trabalhar na Petrobrás, onde passou dez anos, até 1998, quando resolveu se dedicar a uma empresa de equipamentos de informática, ramo de atividade com o qual trabalha até o momento.Editou apenas um livro, lançado em maio de 2004, com o título Contos de vida – e vida após a vida, cujo conteúdo reúne cinco contos relacionando os conhecimentos científicos e a existência de uma vida após a morte.Vem escrevendo, simultaneamente, um romance baseado na história de Antônio Conselheiro e Canudos; um livro de ficção futurística, a respeito de uma raça de humanóides criada geneticamente para suportar o fim da camada de ozônio e uma guerra entre essa raça e a humanidade; um livro científico a respeito das teorias de formação do Universo, inclusive a semimorta atual, do Big Bang e sua provável substituta, a Teoria das Supercordas e Multiversos (que particularmente pensa tratar-se de uma manobra, apenas para não dar fim à Teoria do Big Bang – o que enterraria muitas mentes soberbas da atualidade) e, por fim, diversos contos curtos, alguns de humor, outros metafísicos.

FONTE: Orapois

Fale bonito e não fale nada

Fonte da imagem: http://www.montreal.com.br/~franca/orador.gif

Observando que aqueles seus colegas que possuíam maior facilidade de expressão verbal eram os que atingiam mais rapidamente postos elevados, Philip Broughton, funcionário norte-americano, resolveu fazer um estudo a respeito. Não custou a descobrir que uma grande asneira dita em palavras bonitas, raramente é retrucada. Partiu então para a criação de uma tabela, de uso simples, de onde qualquer um (que nem você) pode compor frases como esta: “A causa do problema está na retroação transacional estabilizada”..., que impressiona muito bem e que nunca é contrariada por não ter qualquer significado.
Veja a tabela:
O uso é bem simples. Pense numa centena qualquer: 386 por exemplo, procure os números na tabela e terá como resultado a pomposa frase: “Planificação central coordenada”. Com o tempo, você estará habituado, e poderá dispensar a tabelinha e seu conceito com os amigos e companheiros de trabalho subirá bastante.


0- Programação 0- Funcional 0- Sistemática
1- Estratégia 1- Operacional 1- Integrada
2- Mobilidade 2- Dimensional 2- Equilibrada
3- Planificação 3- Transacional 3- Totalizada
4- Dinâmica 4- Estrutural 4- Insumida
5- Flexibilidade 5- Global 5- Balanceada
6- Implementação 6- Direcional 6- Coordenada
7- Instrumentação 7- Opcional 7- Combinada
8- Retroação 8- Central 8- Estabilizada
9- Projeção 9- Logística 9- Paralela

FONTE: www.orapois.com